Como devemos lidar com o stress do dia a dia!

Afinal como eu consigo gerir o meu stress do dia a dia?

Quem nunca ouviu falar que o stress está a matar o dia das pessoas! Certo? Basta ligar a televisão de manhã para tomar o pequeno almoço e logo começam as noticias do trânsito, os acidentes que ocorreram e os atentados na Síria, e por aí adiante.

Chegamos ao trabalho passadas quase hora e meia e os colegas chateados pelo atraso para começar a reunião importantíssima por causa de um projecto que estamos a ser pressionados pelo chefe.

Assustados pelo medo do despedimento, e ficar sem dinheiro para pagar as contas de casa, luz e creche ou faculdade aos filhos, andamos em correria o dia todos e com um medo incutido.

Eu pergunto, apesar de estar a exagerar, será que em alguma coisa o seu dia esta parecido com aquilo que acabei de dizer?

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Esta pode ser uma pergunta importante para si, e perguntar de for aberta porque corre, porque tem medo, porque se sente ansiosa, o que passou que a está a incomodar, ou qual é as preocupações em relação ao futuro?

Como o stress estava a influenciar os meus dias?

Não vou aqui estar a entrar em filosofias baratas e não vou citar nenhum autor conhecido para demonstrar a minha teoria. prometo ser bastante prático e contar um pouco da minha história de vida.

Por vezes, acordava tarde pela manhã, tomava rápido o pequeno almoço (quando tomava) e ia em correria para o trabalho. Pressionado pela exigência do serviço, tinha de tratar muitos utentes por hora. Sempre a pensar como iria conseguir dar o melhor de mim ao utentes, com o medo de ser julgado pelo chefe de serviço ou por medo de receber uma reclamação, vivia em stress estremo sempre ansioso e chegava ao fim do dia exausto e sem paciência para a minha família.

E afinal até ganhava bom dinheiro, achava-me competente mas sempre ansioso! O que se estava a passar comigo?

Está é talvez a pergunta que muitos que estão sob stress contínuo se fazem sem saberem o que se passa!

De onde vem o stress (no meu caso em específico)?

Ao longo do retrato da minha história no meu trabalho falei de várias questões que considero essenciais para questionarmos o stress. Que irei passar a nomear e explicar como esse factor pode melhorar a sua vida e quais as estratégias que deve seguir:

Regra número 1: Definir com exactidão o que está afinal a acontecer?

Esta parte é preciosa e aprendi imenso com as noções de coaching. Ninguém consegue sair do sítio onde está e partir para outro sítio com exactidão se não souber onde se encontra. Por isso é importante descrever de forma analítica o que está a acontecer, nas áreas da sua vida que lhe trazem mais stress.

No meu caso, apesar de não haver má relação com o patrão e nunca ter havido uma queixa em relação ao meu trabalho, eu vivia com o medo de ser despedido e ter uma reclamação. Ninguém é perfeito, e as reclamações se forem para evoluirmos ainda melhor. Só iremos crescer assim. Outra das questões que fiz a mim mesmo era se tinha ou não uma boa relação com as chefias. A resposta foi favorável e até reforcei junto do chefe que sempre que achasse conveniente me questionasse.

Este processo parece simples, mas veja que estão em causa muitas crenças e pressupostos pouco ecológicos e que ao serem mudados diminuíram as minhas preocupações. Mas termina aqui? Claro que não… fiz isto para mais áreas da minha vida

Regra número 2: O que me deixar triste? episódios do passado ou futuro?

Aqui a questão é à partida simples, mas é necessário você se permitir a parar e escutar aquilo que vai dentro de si. Falado parece bem mais simples do que na prática é. Uma das coisas que me ajudou a estar um pouco afastado das minhas emoções foi a meditação e o yoga.

Percebi aquilo que era poeira do dia-a-dia e que não tinha muita relevância, aquele tipo de coisas que o tempo por si só apaga, mas também trouxe à tona situações difíceis do passado e preocupações futuras.

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Aqui eu vou ser sincero consigo, se não se sentir confortável não tenha medo de pedir ajuda. É a minha recomendação. Aprendermos a lidar com frustrações e traumas do passado, faz-nos retirar aprendizagens importantíssimas para o futuro. É quase como se aprendêssemos a reciclar aquilo que está lá atrás e seguir em frente. Aqui eu recomendo várias tipos de apoio, mas apaixonado pela hipnose, coaching e programação neuro-linguística.  Fica a dica, mas fique à vontade.

A mesma questão para o futuro, aliás para os pressupostos que estão escondidos daquilo que achamos que deve ser o futuro. Uma das grandes doenças dos dias de hoje é estar a ocupar o cérebro com coisas que nem sabemos se irão acontecer.

E depois perguntam vocês?

Mas afinal o que me falta? Por onde quero caminhar ou seguir?

Esta é a grande pergunta, mas que por uma questão de conveniência muitas pessoas deixam de fazê-la. Existem pessoas que ficam anos e anos em “buracos” como se fossem aprisionadas. É o caso de empregos que não nos satisfazem, de relações que já acabaram (sejam elas de amizade ou de amor), rotinas e maus hábitos destrutivas, enfim.

É preciso realmente nos perguntarmos onde queremos chegar? Confesso que aqui o trabalho não é fácil e até pode gerar algum stress, mas é saudável e compensa certamente. Procurar aquilo que mexe consigo, aquilo que o apaixona que a nível profissional quer alguns dos hobbies que deixou de fazer por questões do quotidiano, seja ela qual for.

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É importante que neste processo reconheça que é uma pessoa muito importante e que tem um contributo único para dar ao mundo. Não quero ser dramático ao ponto de dizer que tem um propósito e que o deve encontrar a todo o custo. Eu acredito que temos todos uma missão de vida específica, e que existem formas de trabalhar essa áreas da nossa vida (e se quiser trabalhar melhor essa área do propósito, pode ver aqui), mas para começar comece a questionar-se acerca das suas paixões e talentos e da forma como ache que o iria fazer sentir feliz.

Espero que tenha gostado como foi para mim lidar com o stress, e a maneira que encontrei para gerir todos ele. E repare que eu não disse como o eliminar, pois existe stress positivo. No meu caso o stress foi a a marca e registo que o meu organismo tinha de me avisar que algo não estava bem e do que precisava de mudar.